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April 14th, 2008

Natasha

 

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Eu era muito teimosa, só fazia as coisas quando queria.

Cheguei bem novinha na minha casa, e já cheia de vontades.

Meus donos queriam que eu ficasse do lado de fora da casa, só no quintal

Eu fiquei tão triste que meu pêlo começou a cair, então eles não resistiram e permitiram eu ficar onde queria.

Logo me acostumei e me senti a rainha da casa.

Mas tinha concorrência, um gato amarelo folgado que tentava me bater

Meus donos é claro me protegiam, esse amarelo folgado se chamava Michael

Fiquei amiga do Michael rapidamente, e ele até trazia baratas pra casa só para eu brincar!

Infelizmente o Michael morreu quando eu ainda era novinha.

Logo cresci, meu dono me adorava e sempre me chamava de Nana

Eu gostava de dormir no pé dele ou em cima dos cobertores.

Meus cantinhos também eram na poltrona, ou na cadeira vermelha e no alto de alguns armários

Era brigona, briguei com vários gatos que queriam entrar na minha casa, comer minha ração

Briguei até com um gambá intruso que queria subir para o quarto dos meus donos.

Nessas brigas perdi alguns dentinhos, fiquei meio banguela.

Tive 3 crias, uma delas foi de gatinhos siameses como eu.

Meu dono por muito tempo me deu injeções para evitar de ter outras crias e depois de um tempo eu fui operada.

Eu detestava sair de casa, andar de carro me assustava, ir ao veterinário me deixava nervosa.

É claro que ainda operada não parava quieta, mesmo sentindo dor.

Depois de operada minha vida foi muito tranquila, engordei bastante e vivia para comer, dormir e brincar.

Continuei não gostando que mandassem em mim.

Se me contrariassem eu ficava de mal e me escondia.

Às vezes meus donos viajavam, e eu ficava sozinha, era triste e eu miava por eles.

Mas eles sempre voltavam, é claro que eu fugia deles, como eles podiam me abandonar??

Depois eu acabava esquecendo e aceitava os beijos e abraços ronronando.

O tempo foi passando e eu ficava tranquila dentro de casa, poucas vezes saía dava um passeio ao redor da casa

Cheirava umas coisas novas.

Eu adorava caixas. Queria me ver feliz era colocar caixas na minha frente.

Eu pulava dentro delas e ficava lá quentinha e segura.

Nunca gostei de coleiras, laços, enfeites e banhos então meus donos acabaram desistindo de me contrariar.

De vez em quando eu senti que meus donos estavam triste e eu fica deitada do lado deles para ouvir.

Principalmente quando os outros gatos que eles cismavam de arrumar acabavam desaparecendo ou morrendo.

Nunca entendi porque precisava de mais. O que eu podia fazer? Acabava gostando deles também.

De Natasha virei Nana e até Nanona...

 

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Fui sempre muito forte e saudável até os meus 13, 14 anos...

Então surgiram uns caroços nas minhas mamas.

Meus donos não fizeram muito alarde, apesar de já saberem o que era.

A veterinária disse que era melhor não operar. Então eu fiquei com esses carocinhos uns dois anos sem problema, mas eles começaram a crescer muito.

Eles ficaram muito preocupados e o veterinário decidiu me operar e tirar aquela mama.

Ocorreu tudo bem na cirurgia. Eu sempre fui forte. O veterinário ficou surpreso como me recuperei rápido da anestesia e acordei já andando.

Em casa, no entando, meus donos perceberam que eu andava de teimosa, porque toda hora caia, ainda fraca da anestesia.

Eu estava incomodada e fiquei andando com aqueles pontos. E meus donos doidos atrás de mim mandando eu ficar quieta. Eu me escondia, mas eles me descobriam para colocar esses remédios em mim.

Me recuperei bem. Mas logo os carocinhos voltaram.

E voltaram muito mais.

Depois da operação eu aguentei até uns 4.. 5 meses até se espalharem por todo o meu corpo.

Eu que sempre fui tão forte e independente fui ficando fraca, e dependia dos meus donos me alimentarem porque já não conseguia comer sozinha.

Na verdade, eles me obrigavam. Porque eu não queria ninguém me pertubando.

Às vezes a dor era tanta que eu andava pela casa sem saber porque.

Tadinho dos meus donos, me acariciavam e conversavam comigo.

Mas eu não me sentia bem

Os últimos dias foram muito difícieis para mim e para eles.

Eu estava muito cansada. E não resisti.

Fui enterrada no jardim de casa para sempre ficar perto deles.

Na hora, meu dono não quis me ver ele já tinha chorado por meses por causa do meu sofrimento.

Minhas donas me enterraram.

Todas elas choraram e se despediram de mim dizendo que sempre vão se lembrar de mim e me amar, mesmo eu não estando mais com eles.

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Natasha

Agosto 1993 - Março 2008

 

 

Postado pormakino_sanbr as 09:39 PM | 2 can't take my eyes of you!